Data de criação: 26/12/07
Criadores: Mark, Matheus e Jane
Banner: Mark
Layout: Mark
E-mail: sixfeetundergroundoficial@hotmail.com
Online: fã(s)

História: Criada por Alan Ball, roteirista vencedor do Oscar por "Beleza Americana", Six Feet Under, eleita a Melhor Série Drama de 2002 pelo Globo de Ouro e série vencedora de seis prêmios Emmy e mostra a vida da nada convencional família Fisher, que comanda uma funerária na Califórnia. Apesar do falecido patriarca Nathaniel Fisher (Richard Jenkins) continuar vivendo nos corações e visões dessa família, muito mudou na casa dos Fisher. O filho mais velho Nate (Peter Krause, "Sports Night"), que acaba de se tornar pai, tenta se ajustar à sua carreira como diretor da funerária, mas enfrenta uma situação médica de vida ou morte e o fim do turbulento romance com sua emocionalmente instável namorada Brenda (Rachel Griffiths). O filho mais jovem e agora assumidamente gay, David (Michael C. Hall), vê seu papel se inverter em seu romance com o frustrado ex-policial Keith Charles (Mathew St. Patrick). A matriarca Ruth (Frances Conroy), uma recém-descoberta avó coruja, acorda para a realidade de seu inexistente relacionamento com seu amante russo que também é seu chefe, enquanto Claire (Lauren Ambrose, "Mal Posso Esperar"), sua rebelde filha adolescente, tenta encontrar a felicidade na escola de arte. E agora que a Fisher & Sons se tornou Fisher & Diaz, o legista e novo sócio Federico (Freddy Rodriguez) espera ser tratado por Nate e David como um parceiro, e não como um empregado.
Elenco: Peter Krause, Michael C. Hall, Frances Conroy, Lauren Ambrose, Freddy Rodriguez, Mathew St. Patrick, Rachel Griffiths
Personagens: Nate Fisher, David Fisher, Ruth Fisher, Claire Fisher, Federico Diaz, Keith Charles, Brenda Chenowith
Criado por: Alan Ball

Vencedora de 6 Emmy e 3 Globo de Ouro. Indicada a mais 44 Emmy e 5 Globo de Ouro. Confira tudo aqui.

 


 


Promo da 5ª temporada

Ver mais vídeos

REGRAS:
- Não anuncie nenhum site.
- Não fale palavras inadequadas.

Nome: Peter Krause
Interpreta: Nate Fisher
Nascimento: 12/08/1965, Alexandria, Minnesota, USA

Nome: Michael C. Hall
Interpreta: David Fisher
Nascimento: 01/02/1971, Raleigh, North Carolina, USA

Nome: Frances Conroy
Interpreta: Ruth Fisher
Nascimento: 13/11/1953, Monroe, Georgia, USA

Nome: Lauren Ambrose
Interpreta: Claire Fisher
Nascimento: 20/02/1978, New Haven, Connecticut, USA

Nome: Rachel Griffiths
Interpreta: Brenda Chenowith
Nascimento: 18/12/1968, Melbourne, Victoria, Australia

Nome: Freddy Rodriguez
Interpreta: Federico Diaz
Nascimento: 17/01/1975, Chicago, Illinois, USA

Nome: Mathew St. Patrick
Interpreta: Keith Charles
Nascimento: 31/03/1968, Philadelphia, Pennsylvania, USA

Six Feet Under HBO
Everything Ends
Six Feet Under France
TV.Com
YouTube


» 04/05/2008 a 10/05/2008
» 20/04/2008 a 26/04/2008
» 23/03/2008 a 29/03/2008
» 02/03/2008 a 08/03/2008
» 24/02/2008 a 01/03/2008
» 30/12/2007 a 05/01/2008
» 23/12/2007 a 29/12/2007




Frances Conroy participa de novo seriado.

Frances Conroy (que vive a matriarca Ruth Fisher, para quem ainda não sabe) foi a atriz do elenco de "Six Feet Under" que menos teve êxito em suas escolhas depois do fim de seriado. Após realizar alguns grandes deslizes no mundo do cinema (caso de "O Sacrifício" e "Mulher-Gato"), ela agora retorna ao mundo da séries. Novamente encarnando a matriarca de uma família, Frances participará de Secret Public Journal. A série é inspirada no blog do comediante Mike Birbligia, que vai roteirizar e proganizar o seriado. Tudo gira em torno da vida e do trabalho na vida de um comediante. A ilustre Frances terá seu espaço na história como a mãe do protagonista. O piloto da série ainda está em fase de produção e não tem previsão de estréia. Se formos nos basear no que a atriz apresentou no seriado tema desse blog, podemos esperar uma brilhante performance. Apesar do tratamento de Secret Public Journal ser completamente cômico, já sabemos que Frances também é excelente comediante. Afinal, quem nunca deu boas risadas coma inesquecível Ruth Fisher? Já vejo nesse novo seriado uma possibilidade de uma excelente fase para a atriz.

Enquanto isso, com os outros atores de Six Feet Under...

- Peter Krause desfruta do relativo sucesso de Dirty Sexy Money. O seriado, que também conta com a participação do veterano Donal Sutherland (indicado ao Globo de Ouro desse ano por seu desempenho), será lançado em setembro em DVD aqui no Brasil.

- Rachel Griffiths continua divertindo e emocionando com sua iluminada performance em Brothers & Sisters, que acaba de ter a sua terceira temporada confirmada. Indicada ao Globo de Ouro e ao Emmy de atriz coadjuvante por seu trabalho na série, Rachel ainda promete ter vários bons momentos na série, que também será lançada em DVD no Brasil em setembro.

- Lauren Ambrose acaba de fazer uma dublagem no filme Where The Wild Things Are, do diretor Spike Jonze. Ela ainda vai contracenar com David Strathainr, Emily Watson e Paul Giamatti (todos esses já indicados ao Oscar) no filme Cold Souls. Lauren ainda participa do seriado The Return Of Jezebel James.

- Michael C. Hall talvez tenha sido o mais bem sucedido em suas escolhas após se despedir da pele de David Fisher. Encarnando o serial killer que dá título ao seriado Dexter, ele não apenas conquistou uma legião de fãs como também criou um personagem inesquecível, sem falar que o seriado é o melhor do gênero já produzido pela televisão.

- Freddy Rodriguez atuou em Planeta Terror e Bobby, além de ter filmado Humboldt Park, filme com Alfred Molina. Sem falar nos 10 episódios que já participou na série cômica Ugly Betty.


Postado por Matheus às 21h47 |


Resenha de 2.12 - I'll Take You

Ruth finalmente se dá conta que Nikolai já não a deseja mais como antes, e decide dar um jeito nisso. Uma outra alteração em um relacionamento vai acontecer entre Nate e Brenda, mas de um jeito trágico. Quando ele desconfia de certas atitudes de sua noiva, acaba descobrindo todos seus segredos - o que faz com que tudo desabe. Quando uma conhecida de Rico vira cliente da Fisher & Filhos, ele vê uma possibilidade de tentar novamente uma parceria com Nate e David. Já Claire se defronta com um Billy maduro e racional.I'll Take You é o melhor episódio dessa sensacional segunda temporada que se encaminha para sua season finale da forma mais espetacular possível. Tudo alcança o seu apogeu nesse capítulo - as atuações, o roteiro e a direção. Os atores, por sinal, são o maior trunfo - Rachel Griffiths e Peter Krause arrasam em uma aterradora discussão (que talvez seja o melhor momento dramático dos dois em toda a série, em termos de desempenho), Frances Conroy torna sua Ruth cada vez mais complexa, Lauren Ambrose amplia a humanidade de Claire e Michael C. Hall dá cada vez mais verossimilhança para a personalidade de David. I'll Take You fala essencialmente sobre os relacionamentos e seus mais diversos e difíceis tipos de problemas, conseguindo assim, chegar muito próximo da realidade. Penetrando na pele e arrepiando, esse capítulo entra para o hall dos melhores do seriado, provando que o criador Alan Ball é realmente um gênio, que o elenco é um dos melhores da história da televisão (senão o melhor) e o porquê "Six Feet Under" vai ser eternamente lembrada por seus fãs.


Postado por Matheus às 19h12 |


As melhores canções...

Um fator que ajuda bastante uma série a conquistar certo público é a trilha sonora. Six Feet Under consegue o feito de ter uma das melhores coletâneas que um seriado já apresentou. O cd "Six Feet Under - Everything Ends" foi reconhecido pelas premiações e recebeu duas indicações ao Grammy, o Oscar da música - Melhor Coletânea Musical de Seriado e Melhor Canção Original em Seriado (Cold Wind, do The Arcade Fire). Desde bandas famosas como Coldplay e Radiohead até revelações como Sia passam por essa marcante trilha. Esse post é dedicado às melhores canções que foram tocadas ao longo do seriado. Abaixo, o ranking:

1. Breathe Me - Sia.

Quinta Temporada; Episódio 12 - Todos à Espera

Na minha opinião, não é a melhor música da coletânea (prefiro Transatlanticism), mas é impossível negar que a bela Breathe Me é a que melhor caracteriza todo o clima do seriado. Sendo a responsável por conduzir o inesquecível desfecho do episódio final, consegue ser uma canção na medida - nunca pega demais no meloso ou tenta filosofar mais do que pode. A letra é impecável e a voz da cantora Sia Furler combinou perfeitamente para o funcionamento da música. O episódio Everyone's Waiting não seria o mesmo sem a presença de Breathe Me. Basta assistir ao capítulo para saber o porquê dessa afirmação.

2. Transatlanticism - Death Cab For Cutie

Quarta Temporada; Episódio 6 - O Terror Bate à Porta

Okay, temos que concordar que Transatlanticism tocou num momento muito inoportuno da série. Além de estar presente na pior temporada de todas (a quarta), é apresentada em uma cena totalmente pointless onde a canção nada tem a ver com o contexto da situação - Claire e seus amigos estão drogados e apenas ficam cantarolando o refrão da música ("I need you so much closer..."). Reclamações a parte, Transatlanticism é uma linda composição com acordes inesquecíveis e uma letra contundente. Impossível não se apaixonar e sair por aí dizendo que você precisa de alguém muito mais perto...

3. Cold Wind - The Arcade Fire

Quinta Temporada; Episódio 11 - Estática

Um clímax nunca tinha sido tão bem musicalizado até então em Six Feet Under. Ao final desse maravilhoso episódio (que faz parte do perfeito quarteto dos episódios finais da série), é impossível ficar indiferente ao ritmo da canção Cold Wind, que a banda The Arcade Fire compôs especialmente para a série. Ajudando o espectador a entrar no turbilhão de emoções e surpresas pelas quais os personagens estão passando, a música é outro pleno acerto da trilha sonora e da quinta temporada também, que se superou nesse quesito.

4. A Rush Of Blood To The Head - Coldplay

Terceira Temporada; Episódio 1 - Perfect Circles

Quando A Rush Of Blood To The Head toca no final de Perfect Circles, o espectador tem uma pequena surpresa - os créditos finais de cada episódio não serão mais embalados pelo tema principal da série, e sim por diferentes canções em cada episódio. De todas as músicas que foram apresentadas nos finais dos episódios, a do Codplay é a mais marcante. Tanto, que ela também foi escolhida para representar a terceira temporada na promo exibida na HBO.

5. Waiting - The Devlins

Primeira Temporada; Episódio 1 - Piloto

É um pouco difícil para o espectador se situar em todo o frenético clima do episódio piloto. São muitos os choques, as loucuras e os assuntos sérios. Para compensar tudo isso, nada melhor que uma excelente música para encerrar o episódio e deixar o espectador com muita curiosidade em relação ao que vai se suceder no próximo episódio. Waiting, de The Devlins, captura bastante o espírito da série e marca seu território no excelente episódio piloto.


Postado por Matheus às 19h42 |


Perfil - Frances Conroy (Ruth O'Connor Fisher)

Apesar de eu não conseguir imaginar nenhum personagem do elenco com o rosto de outro ator, é com a Ruth Fisher que eu tenho mais essa sensação. Não por ela ser a minha personagem favorita da história, mas porque a atriz Frances Conroy conseguiu encantar de uma forma excepecional com o seu talento. Toda a solidão, indecisão e complexidade da matriarca da família foram encarnadas pela atriz de forma única. Tanto, que ela mesmo confessou ter começado a agir como Ruth em sua vida real depois de ter mergulhado na alma da personagem. Junto com sua companheira de tela, Rachel Griffiths, Frances Conroy foi a única que recebeu um prêmio individual por seu desempenho. Enquanto Rachel ganhou o Globo de Ouro de Atriz Coadjuvante, Frances ficou com o de Melhor Atriz em Série Dramática. Frances começou sua carreira artística no teatro, onde obteve pleno êxito, foi indicada para vários Tony (o Oscar do teatro) e é considerada por alguns críticos como a "melhor atriz contemporânea dos palcos". No entanto, depois de seu estrondoso sucesso em Six Feet Under, Frances não conseguiu moldar uma carreira sólida no cinema. Quando não faz catástrofes (podemos tomar como exemplo os péssimos Mulher-Gato e O Sacrifício), consegue apenas pequenas aparições, em filmes como Garota da Vitrine. Seu papel de maior destaque foi em Flores Partidas, ainda em que participação bem reduzida.


Postado por Matheus às 13h36 |


Resenha de 2.11 - The Liar And The Whore

Vanessa, a mulher de Rico, se vê em uma grande enrascada no seu trabalho quando tenta ajudar uma senhora a escapar da morte. Nate e Brena agora estão tendo sessões com a rabina Ari para entenderem melhor sobre a importância do matrimônio. No entanto, ao revelar um segredo que ele possue com Lisa, pode pôr o seu casamento a perder. Além disso, Nate cometeu um erro profissional que pode levar a Fisher & Filhos à falência. Enquanto isso, David tenta remendar esse erro de Nate ao mesmo tempo em que agora tem que lidar com a presença de Taylor, a sobrinha de Keith, que veio morar com os dois enquato Karla está em uma clínica de reabilitação. No entanto, os pais de Keith não estão nada satisfeitos com a idéia e querem levar Taylor para morar com eles. Ruth está cada vez mais preocupada com o estado emocional de Claire, e acaba procurando Gary para saber o que anda acontecendo com a caçula. A resposta que ela recebe pode não ser a que ela esperava e vai acabar também por reavaliar sua solitária vida. Ela também ajuda Nikolai com a dívida que ele possue, mas o resultado também não vai ser o esperado. A segunda temporada continua mantendo o nível de excelência que a série apresentou, mostrando porquê Six Feet Under é uma série tão respeitada. O episódio The Liar And The Whore começa a preparar os espectadores para os conflitos finais da temporada, que vão maximizar a qualidade da série. Certamente é mais um capítulo brilhante, que trabalha exponencialmente as facetas dramáticas desses personagens inesquecíveis e de grande valia para a ficção televisiva.


Postado por Matheus às 23h01 |


Perfil - Rachel Griffiths (Brenda Chenowith)

Encarar a personagem mais complexa de uma pesada série não é tarefa das mais fáceis. A atriz Rachel Griffiths aceitou esse desafio. Natural da Austrália, ela topou fazer sotaque americano para a personagem, uma vez que Brenda Chenowith havia sido idealizado como uma cidadã tipicamente americana. A habilidade de Rachel impressionou Alan Ball, o criador da série, que sem pensar duas vezes a aceitou para o papel. A atriz que recém havia saído de um prestígio mundial ao ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu desempenho no filme Hilary & Jackie, entrou de cabeça no projeto e acabou trazendo para os espectadores uma das melhores personagens da história da televisão. Rachel ainda teve a oportunidade de atuar em filmes famosos, como O Casamento do Meu Melhor Amigo e continuar fazendo sucesso atualmente com Brothers & Sisters, mas foi com Six Feet Under que ela alcançou o ápice de sua carreira. Ao interpretar Brenda Chenowith, a atriz conseguiu a aprovação do Emmy (que a indicou diversas vezes) e principalmente a do Globo de Ouro (onde ganhou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito Para TV). A jornada emocional de Brenda durante toda a série - que vai desde a imaturidade de sexo casual até a responsabilidade de ser mãe - não poderia ter a mesma intensidade e graça com outra atriz que não fosse Rachel. Brenda Chenowith não poderia ter outro rosto. O melhor desempenho da atriz no seriado está presente na segunda temporada, onde é trabalhada a compulsão sexual da personagem, que chega aos extremos se aventurando com desconhecidos. Palmas para Rachel.


Postado por Matheus às 22h02 |


Resenha de 2.10 - The Secret

Preocupada com a seriedade do seu estado psicológico e com sua compulsão sexual, Brenda (Rachel Griffths, cada vez melhor) resolve procurar a ajuda de uma psicóloga que sua amiga Melissa lhe indicou para resolver seus dilemas. Karla, a problemática irmã de Keith, também resolve aceitar ajuda médica para tratar seus problemas com drogas, mas acaba se envolvendo em um acidente que pode mudar toda sua situação. Ruth está fazendo de tudo para ajudar Nikolai com suas dúvidas e problemas, mas ele parece estar cada vez mais distante dela. Enquanto Claire é acusada de estar em depressão, Nate trata de formalidades paternais com Lisa, que alega não querer nada da família.

As situações dessa sgunda temporada ficam cada vez mais interessantes e intensas a cada episódio. Apesar de eu amar a primeira temporada, essa lida com dilemas existenciais mais intensos, o que acaba tornando tudo mais atraente. É o ponto alto dessa incrível série, que se supera acada momento e é brilhante com bastante freqüência. Os personagens estão cada vez mais complexos, e o elenco continua dando uma aula de atuação, especialmente a Frances Conroy (minha favorita do elenco) e a Rachel Griffiths. Os personagens temporários também não ficam atrás, principalmente Ed O'Ross, que interpreta Nikolai de uma maneira única. The Secret é um episódio pesado e poderoso, que trata de obsessão (Brenda chega no seu limite quando vai numa festa "sexual) e problemas psicológicos (quem é ninfomaníaco? quem é depressivo?). O episódio mantem o excelente nível da qualidade da série, nunca deixando o espectador desatento à trama.


Postado por Matheus às 20h50 |


Resenha de 2.09 Someone Else's Eye

Alguns segredos começam a vir à tona nesse episódio. Ruth recebe a visita de um desconhecido chamado Yuri e descobre que seu namorado Nikolai deve uma grande quantidade de dinheiro. Nate vê que Lisa está carregando um grande problema que pode abalar as estruturas de seu casamento e modificar completamente sua vida. Enquanto isso, Brenda continua com sua compulsão sexual, que estranhamente lhe dá idéias brilhantes para seu novo livro. Já Claire está tentando confiar em Billy, mas ela vê que a melhora psicológica dele pode não ser tão grande como ele próprio diz. Rico se vê cada vez mais como subalterno, ao ter que até mesmo dividir seu almoço com Nikolai. Karla, irmã de Keith, finalmente aceita um tratamento para se livrar das drogas. David auxilia Keith nessa difícil jornada. A morte do episódio traz uma grande briga entre os familiares do falecido, o que também serve de grande papel dramático para a trama.

Someone Else's Eye é um episódio muito movimentado em seus acontecimentos dramáticos, principalmente por tratar de importantes dilemas que vão definir o rumo dos personagens. O elenco continua dando um show de interpretação, principalmente Rachel Griffiths, que mostra o porquê de seu Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série Dramática ser tão merecido. O episódio continua mantendo a grande qualidade dessa segunda temporada, que supera a primeira. Tudo fica cada vez mais interessante e estimulante, trabalhando a essência dramática das cenas de forma singular. Sem dúvida alguma é um dos pontos mais altos da série. Agora que se encaminha para o final, a segunda temporada se mostra cada vez mais profunda. Someone Else's Eye é apenas uma dose do que está por vir nos próximos episódios. Vida longa para Six Feet Under.


Postado por Matheus às 14h21 |


Resenha de 2.08 - It's The Most Wonderful Time Of The Year

Ruth Fisher está à beira da loucura. Faltam dois dias para o Natal e nem a árvore está montada. Organizando a ceia e planejando seus horários com os filhos para ir à missa, ela vê que ninguém tem vontade de ajudá-la. "O que eu fiz pra merecer filhos tão mal-humorados?", indaga. Quando um motoqueiro morre, vítima de um acidente, enquanto estava indo trabalhar fantasiado de Papai Noel, a Fisher & Filhos vê uma ótima oportunidade para ganhar muito dinheiro com os familiares do falecido. Só que existe uma condição: o velório precisa ser no Natal, o único dia em que a funerária não abre. Mesmo assim aceitam a proposta, mas logo se enxergam em uma grande enrascada quando, no dia do velório, os familiares se recusam a sair da casa antes de anoitecer. Enquanto Claire acaba mais um relacionamento e Nate completa um ano de namoro junto com Brenda (também relembrando a morte de seu pai, que ocorreu na mesma data), David se vê mais próximo de Keith. Pra completar, Ruth ainda precisa abrigar Nikolai, que foi assaltado e está com as duas pernas quebradas, necessitando ficar oito semanas em cima de uma cama. É nesse episódio também que Billy sai do hospital, para o desespero de Brenda, e vai morar com sua mãe Margareth, que está otimista em relação à sua melhora.

Depois de um episódio não tão bom como Back To The Garden, a segunda temporada voltou a me surpreender com esse episódio de Natal chamado It's The Most Wonderful Time Of The Year. Partindo de uma idéia muito interessante (cada personagem vai relembrar um momento especial que teve com o falecido patriarca da família), esse episódio é um dos mais interessantes que a série já produziu - não por ser de Natal (que pra mim é uma grande chatice), mas por trazer diferentes perspectivas de uma fase que não conhecemos da família: a do passado. Com momentos brilhantes e ótimas interpretações, It's The Most Wonderful Time Of The Year é um dos melhores episódios da segunda temporada, e com todos os méritos. Original e totalmente incrível.


Postado por Matheus às 19h45 |


Resenha de 2.07 Back To The Garden

A presença de Sarah (Patricia Clarckson, excelente) ainda permeia a vida dos Fishers após sua visita inesperada no episódio "Raiva". Ela convida a caçuça Claire para passar um fim-de-semana na sua casa, em Topanga Canyon. Claire aceita animadamente o convite, apesar de sua mãe Ruth desaprovar completamente (afinal, foi nesse lugar que Nate perdeu a virgindade aos 15 anos com uma mulher mais velha e David se perdeu durante horas). Enquanto isso, Brenda acaba sendo cada vez mais envolvida por sua complusão sexual com estranhos, e compartilha seus sentimentos com sua amiga prostituta Melissa. Keith acaba o seu namoro com Roger e vai atrás de David com segundas inteções, até que sua sobrinha - que está morando com ele, enquanto a mãe continua desaparecida - acaba tendo um sério problema no estômago. Nate está se envolvendo cada vez mais com o trabalho, principalmente ao trocar idéias com a rabina Ari. Ruth começa a notar que está cada vez mais sozinha, sem ter ninguém para lhe fazer companhia até mesmo em um simples jantar.

"Back To The Garden", título referente à canção que Ruth entoa no final do episódio, é o episódio mais fraco até agora dessa temporada maravilhosa, que em momento algum fica aquém da excelência da temporada passada. Mas isso não quer dizer que esse capítulo seja ruim, muito pelo contrário. O problema é que ele é um pouco pesado, principalmente em relação ao sexo, e um pouco lento. Existem poucos conflitos aqui, e os apresentados são bastante subjetivos. O elenco não apresenta maiores destaques, mas quem se sobressai é a ótima Frances Conroy que, apesar da pouca participação de sua personagem, consegue emocionar bastante em duas cenas excelentes, onde Ruth está completamente solitárioa. Lauren Ambrose está evoluindo com a sua Claire que, com o passar dos episódios, fica cada vez mais humana. Dirigido por Dan Attias, Back To The Garden é um episódio que prima por ser agradável, que exige certa paciência do espectador para esses conflitos internos dos personagens. De qualquer forma, é um bom episódio, que em momento algum desaponta.

Assista no vídeo abaixo, a cena final do episódio, onde Ruth relembra os velhos tempos de sua vida ao ouvir e cantar "Back To The Garden", que está gravada em uma fita de sua irmã Sarah.


Postado por Matheus às 14h48 |


Resenha de 5.12 Everyone's Waiting

Não é a toa que o episódio final de Six Feet Under é considerado por muitos críticos como um dos melhores momentos da história da televisão americana. Six Feet Under (2001-2005) conquistou uma legião de fãs desde que começou a ser exibida pela HBO em 2001. Com uma maravilhosa temporada inicial, aos poucos foi conquistano com sua maturidade em relação à vida e à morte e seu realismo quanto ao caráter humano de seus personagens. Apesar de ter errado feio na quarta temporada (que no final das contas não disse nada e nem trouxe nada de muito útil para a vida dos Fishers), o seriado conseguiu se reestabelecer completamente nessa quinta temporada, que é marcada pela fase mais complexa de seus personagens - Ruth e suas indecisões, o sentimento libertário de Nate, o amadurecimento de Claire e a estabilidade de Brenda. Desde o primeiro episódio da temporada deu pra notar que Six Feet Under havia mudado, principalmente por causa dos grandes desempenhos dos atores. A partir do episódio nove (De Partida), o espectador é surpreendido por um grande acontecimento que abalará as estruturas da família.

Chegando na sua season finale chamada Todos à Espera (fazendo uma analogia ao sentimento de que apesar de tudo, no final, sempre tem alguém à nossa espera), a quinta temporada acabou se tornando a minha favorita justamente por causa desse brilhante desfecho. A dor nunca teve um retrato tão verdadeiro e único, principalmente na representação fictícia de Frances Conroy (que foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz em Drama por esse episódio, e acabou não levando), Michael C. Hall e Lauren Ambrose (totalmente surpreendente e madura). É por causa do trabalho do elenco que esse episódio é tão espetacular. Frances Conroy passa a imagem mais aterradora da dor e da solidão, mostrando os depressivos dias em que a matriarca da família fica definhando em frente à TV sem ter ninguém ao seu lado. Sem dúvida alguma a atriz chegou no auge de sua interpretação, e sua não-premiação no Emmy foi mais uma prova de que esse prêmio é muito questionável. Apesar de não estar no seu melhor momento, Michael C. Hall também está ótimo, dando ao personagem David uma grande presença em cena. Rachel Griffiths e Peter Krause continuam impecáveis como sempre, mas seus grandes momentos são em outros episódios (como Primer - O Casamento) e não nesse. Quem realmente roubou a cena foi Lauren Ambrose, com sua Claire humana e emocionante. Eu não esperava tanto dessa novata atriz que, apesar de já ter mostrado grande capacidade, não parecia inovar. Ela arrasou!

Com um roteiro emocionante, que deixa o espectador com um nó na garganta durante todo o desenvolvimento do desfecho, Todos à Espera é um grande marco na televisão. Não apenas falando do memorável e intenso final, mas de todo o episódio em si. Os momentos são extremamente dramáticos e depressivos mas, de uma certa forma, o capítulo final passa uma grande mensagem de esperança. Não devemos ter medo de não ser o que deveríamos ser, de não estarmos certos, de não estarmos prontos. Devemos enfrentar a vida de frente. Conhecê-la, aproveitá-la, vivê-la. Essa mensagem fica claramente expícita nos dez minutos finais, onde acompanhamos rapidamente a trajetória final dessa família tão querida e problemática ao longos dos próximos oitenta anos. Ao som de Breathe Me, o seriado se encerrou de forma mais do que perfeita, provando porque é o melhor já exibido. Ainda que Todos à Espera não seja meu episódio favorito - ainda fico com Solidão, é sem dúvida alguma o momento mais brilhante de Six Feet Under. Uma vez, li um texto que resumia muito bem o sentimento que esse desfecho transmite, e gostaria de compartilhá-lo:

"Cedo ou tarde suas roupas ficam gastas e você se livra delas. As fotos que você tirou anos atrás se perdem por trás de guarda-roupas e caixas velhas. Aquele cd que você costumava idolatrar perde a graça. Aquela pessoa que que você pensava ser seu melhor amigo se torna um simples conhecido em menos de um ano. O amor secreto que você sentia por alguém e jurava ser eterno desaparece sem que você perceba. Depois dos vinte anos, seu ciclo de amizades não é tão extenso como costumava ser quando você era jovem. E, eventualmente, um dia você morre. É assustador pensar em não fazer mais parte do mundo dos vivos, e pior ainda não saber para onde se vai e se existe uma vida após a morte. Imaginar que as pessoas que você ama vão seguir com suas vidas e vão lembrar de você cada vez menos com o passar dos anos é suficiente para fazer você algumas vezes chorarA morte é isso no final das contas, o medo de ser esquecido, o medo de deixar para trás tudo aquilo que um dia foi a parte mais importante e querida de toda a nossa existência."

De uma forma ou de outra, existe sim muita beleza e uma linda mensagem no final dessa série mais do que perfeita. É um sentimento único, que somente quem assistiu pode saber como é. Palmas para essa incrível equipe de atores, roteiristas e editores. Eles podem ter a plena certeza de que o seriado nunca será esquecido por seus fãs. Six Feet Under é hoje uma energia positiva que está vibrando no universo.

Resenha feita por Matheus Pannebecker.


Postado por Matheus às 10h42 |


Os Criadores do Blog

Matheus Pannebecker

Idade: 16 anos.
Localização: Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Personagem Favorito: Ruth O'Connor Fisher, interpretada por Frances Conroy.
Personagem Temporário Favorito: Bettina, interpretada por Kathy Bates.
Ator Favorito do Elenco: Frances Conroy, como Ruth O'Connor Fisher.
Temporada Favorita: Quinta.
Episódios Favoritos: Solidão (All Alone, Quinta Temporada), Todos à Espera (Everyone's Waiting, Quinta Temporada), A Mulher Invisível (The Invisible Woman, Segunda Temporada), Sem Título (Untitled, Quarta Temporada), Piloto (Pilot, Primeira Temporada), A Última Vez (I'm Sorry, I'm Lost; Terceira Temporada), Estática (Static, Quinta Temporada) e Eu Te Aceito (I'll Take You, Segunda Temporada)
Música Favorita: "Transatlanticism", de Death Cab For Cutie.
Frase Favorita: "It's all hard, we just make different choices.", por Sarah O'Connor (Patricia Clarckson) em "Raiva", segunda temporada.
Outros Trabalhos da Equipe de Six Feet Under: Brothers & Sisters (série com Rachel Griffiths), Dexter (série com Michael C. Hall), Hilary & Jackie (filme com Rachel Griffiths) e Beleza Americana (filme com roteiro de Alan Ball).
Como conheceu a série: Indicação de um amigo.
Prêmios Que a Série Merecia Levar: Pela Quinta Temporada - Atriz (Frances Conroy), Atriz Coadjuvante (Lauren Ambrose), Roteiro (Solidão), Direção (Todos à Espera), Elenco e Série.

Márcio Ramos

Idade: 21 anos.
Localização: Interlagos, São Paulo.
Personagem Favorito: Nate Fisher, interpretado por Peter Krause.
Personagem Temporário Favorito: Sarah O'Connor, interpretada por Patricia Clarckson.
Ator Favorito do Elenco: Michael C. Hall, como David James Fisher.
Temporada Favorita: Quinta.
Episódios Favoritos: Primer - O Casamento (A Coat White Of Primer, Quinta Temporada), De Partida (Ecotone, Quinta Temporada), Solidão (All Alone, Quinta Temporada), Estática (Static, Quinta Temporada), Todos à Espera (Everyone's Waiting, Quinta Temporada), A Armadilha (The Trap, Terceira Temporada), Círculos Perfeitos (Perfect Circles, Terceira Temporada), A Mulher Invisível (The Invisible Woman, Segunda Temporada), Conduzindo Sr. Mossback (Driving Mr. Mossback, Segunda Temporada), Entrando No Jogo (In The Game, Segunda Temporada) e Piloto (Pilot, Primeira Temporada)
Música Favorita: "Breathe Me", de Sia.
Frase Favorita: "I spent my whole life being scared. Scared of not being ready, of not being right or not being who I should be. And where did it take me?", por Nate Fisher em "Todos à Espera", quinta temporada.
Outros Trabalhos da Equipe de Six Feet Under: Beleza Americana (filme com roteiro de Alan Ball).
Como conheceu a série: Pela Warner Channel.
Prêmios Que a Série Merecia Levar: Melhor Série Drama (Segunda Temporada), Melhor Elenco (Quinta Temporada), Melhor Ator (Michael C. Hall, Quinta Temporada), Melhor Atriz Coadjuvante (Lauren Ambrose, Quinta Temporada) e Melhor Roteiro (Everyone's Waiting, Quinta Temporada)

Bruna Canuto

Idade: 13 anos.
Localização: Interlagos, São Paulo.
Personagem Favorito: David Fisher, interpretado por Michael C. Hall.
Personagem Temporário Favorito: Jimmy, interpretada por Peter Facinelli.
Ator Favorito: Peter Krause, como Nate Fisher.
Temporada Favorita: Quinta.
Episódios Favoritos: Primer - O Casamento (A Coat White Of Primer, Quinta Temporada), Solidão (All Alone, Quinta Temporada), Estática (Static, Quinta Temporada), Todos à Espera (Everyone's Waiting, Quinta Temporada), A Armadilha (The Trap, Terceira Temporada), Círculos Perfeitos (Perfect Circles, Terceira Temporada), A Mulher Invisível (The Invisible Woman, Segunda Temporada), Entrando No Jogo (In The Game, Segunda Temporada) e Piloto (Pilot, Primeira Temporada)
Música Favorita da Trilha: "Breathe Me", de Sia.
Frase favorita: "I will never have what I want. Never!" (por Ruth , no episódio "Todos à Espera", quinta temporada)
Outros trabalhos relacionados com a equipe de SFU: Beleza Americana (filme com roteiro de Alan Ball)
Como conheceu a série: Na quinta temporada pela Warner Channel.
Prêmios que a série mais merecia levar: Melhor Roteiro (Everyone’s Waiting, quinta temporada), Melhor Série Drama (segunda temporada), Melhor Ator (Michael C. Hall, quinta temporada), Melhor Atriz Coadjuvante (Lauren Ambrose, quinta temporada)


Postado por Matheus às 20h01 |